Na saúde e sem doença. Coubesse jura de amor na relação entre a nutrição e o funcionamento metabólico, a escolha por alimentos adequados não exigiria um comprometimento com as patologias.
É o que mostra um estudo publicado no Journal of the American Medical Association.
Não é que se alimentar corretamente anule a possibilidade de ficar doente, mas a construção de um cardápio diário feito de comida de verdade diminui a possibilidade de desenvolver certas doenças.
Para se ter uma ideia, 6 milhões de mortes por cardiopatias poderiam ser evitadas em todo o mundo apenas com adequações na dieta.
Na lista de patologias mais comuns atribuídas à má alimentação, se destacam:
- obesidade
- hipertensão
- diabetes
- derrame
- gota
- câncer
Todas têm em comum um grande vilão: o sal. Mas ele não é o único ingrediente responsável por danos ao organismo.

10 alimentos e nutrientes
A fim de aprofundar o entendimento sobre a relação entre o que é consumido diariamente e a maneira como o corpo se comporta, um grupo de pesquisadores decidiu avaliar a relação entre 10 alimentos e nutrientes e as formas de morte relacionadas a doenças cardíacas, AVCs (acidente vascular cerebral) e diabetes tipo 2 nos Estados Unidos.
Os resultados revelaram que quase metade de todas as mortes registradas por doenças cardiometabólicas tinha relação com hábitos alimentares errados.
Em 9,5% dos casos, foi possível fazer o link direto com o consumo excessivo de sódio.
Já o desequilíbrio entre o baixo consumo de nutrientes e alta ingestão de alimentos ricos em calorias vazias se mostrou presente em 45% dos pacientes que morreram por doenças cardíacas, derrame e diabetes.
Remédio no prato
Em contrapartida, investir em alimentos saudáveis, cientificamente reconhecidos por serem fontes de nutrientes, criou um distanciamento entre os perfis analisados.
Os itens que potencializam a diferença entre saúde e doença foram:
- nozes e sementes;
- gordura ômega 3 e frutos do mar;
- vegetais;
- frutas;
- grãos integrais.
Quem consome esses alimentos diariamente tem menores chances de desenvolver as doenças citadas.
Evitáveis
Outras escolhas alimentares reforçam a conexão entre nutrição e sistema imunológico fortalecido.
Segundo as informações analisadas, os cientistas identificaram o consumo de carne processada (8,2%) e bebidas açucaradas (7,4%) como dois itens que devem ser cortados do menu, uma vez que aumentam o risco de morte por cardiopatias, derrame e diabetes tipo 2.
O estudo comparou também sexo, idade e grau de educação e identificou maior proporção de mortes por doenças ligadas à nutrição entre homens do que entre mulheres, entre negros e hispânicos em comparação com brancos e entre aqueles que têm menor nível de escolaridade.
Vale reforçar que essa pesquisa foi realizada com dados de americanos e que as descobertas são baseadas em médias de toda a população, não representando o risco individual de qualquer pessoa.
O risco de desenvolver doenças está ligado a uma série de outros fatores, como o histórico familiar. Por isso, o ideal é sempre consultar um especialista para traçar um plano alimentar personalizado para as suas necessidades e adequar sua dieta para ter uma relação duradoura com a sua saúde.